Entre 2015 e 2025, o estado do Rio de Janeiro contabilizou 56.838 mortes violentas, considerando casos de homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, latrocínio e mortes decorrentes de intervenções de agentes do Estado. Os dados fazem parte da pesquisa Panorama de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro 2015–2025, divulgada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

O levantamento mostra que os homicídios dolosos e as mortes provocadas por intervenções de agentes do Estado concentraram a maior parte dos registros no período. Apesar da redução dos índices ao longo da década, o total de vítimas ainda chama atenção: o número é superior à população de 56 dos 92 municípios fluminenses.
Em 2015, a taxa de letalidade violenta no estado era de 30,3 mortes por 100 mil habitantes. Em 2025, o índice caiu para 22,6 por 100 mil habitantes, uma redução de 25% em relação ao início da série histórica. O menor patamar foi registrado em 2024, com taxa de 22,1, enquanto o pico ocorreu em 2017, quando o estado alcançou 40,4 mortes por 100 mil habitantes.
Centro-Sul e Noroeste registram alta
Na análise por regiões, o Centro-Sul Fluminense apresentou o maior crescimento da década, com aumento de 235% na taxa de letalidade violenta. A região reúne municípios como Três Rios, Comendador Levy Gasparian, Miguel Pereira e Paty do Alferes.
O Noroeste Fluminense aparece na sequência, com alta de 197%, impulsionada principalmente pelos índices registrados em Itaperuna.
Em contrapartida, a capital e o Leste Fluminense registraram queda nas taxas de letalidade. O município do Rio reduziu os índices em 5% no período, enquanto a região que engloba cidades como Niterói e São Gonçalo apresentou a maior redução do levantamento, de 50%. São Gonçalo foi o destaque, com diminuição de 66% nos registros entre 2015 e 2025.
*Com informações do Tempo Real

