Uma promessa de rendimento de até 10% ao mês teria sido utilizada para atrair fiéis e outras pessoas para um suposto esquema de pirâmide financeira ligado a uma igreja de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O caso é investigado pela Polícia Civil por meio da Operação Golpe da Fé, deflagrada nesta terça-feira (18).

Segundo os investigadores, os problemas começaram depois que os pagamentos aos investidores foram interrompidos. Há relatos de pessoas que teriam sofrido prejuízos de até R$ 118 mil. Análises financeiras apontaram que mais de R$ 8 milhões foram movimentados pelo grupo entre 2022 e 2025.
Ao todo, agentes da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) cumprem 39 mandados de busca e apreensão contra 12 alvos em endereços no Rio de Janeiro e em São Paulo. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 8 milhões e autorizou a apreensão de bens de luxo.
Durante as investigações, a polícia identificou pelo menos sete registros de ocorrência relacionados ao mesmo modelo de fraude. Somados, os prejuízos relatados pelas vítimas ultrapassam R$ 1 milhão.
Como funcionaria o esquema
De acordo com a Polícia Civil, o suposto esquema seria comandado por Roberto Vieira Soares, ligado à Igreja Apostólica Vida e Adoração. Ele teria usado a influência exercida sobre fiéis e pessoas próximas para apresentar as oportunidades de investimento.
As aplicações eram oferecidas por meio da GAL Invest Bank, que, segundo os investigadores, teria ficado conhecida como “Banco do Pastor”.
A polícia também apura a possível participação de familiares de Roberto e o uso de empresas de diferentes segmentos para movimentar e ocultar os valores que teriam sido obtidos por meio do esquema.
*Com informações da Agenda do Poder

