O senador Carlos Portinho (PL) será o candidato do Partido Liberal à reeleição para o Senado nas eleições de outubro. A definição ocorreu após a desistência do ex-governador Cláudio Castro de disputar uma das vagas para a Casa Legislativa, decisão anunciada há cerca de um mês e meio.
A escolha foi conduzida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que optou por manter Portinho na chapa encabeçada por Douglas Ruas. Antes da definição, também eram cotados para a vaga os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL) e Carlos Jordy (PL).
Inicialmente, Portinho havia sido deixado de fora dos planos do partido para a disputa ao Senado e já se preparava para concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados. Com a saída de Cláudio Castro do cenário eleitoral, no entanto, seu nome voltou a ganhar força dentro da legenda.
A possibilidade de candidatura de Sóstenes Cavalcante perdeu espaço após críticas do pastor Silas Malafaia, um de seus principais aliados políticos, que classificou a estratégia como “furada”. Carlos Jordy permaneceu na disputa interna até os momentos finais, mas acabou preterido.
Segundo interlocutores do partido, a escolha por Portinho levou em consideração seu perfil político e a menor exposição a desgastes. Jordy foi alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de investigações relacionadas aos atos antidemocráticos após as eleições de 2022. O deputado nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição política.
Quem é Carlos Portinho
Advogado, carioca e com 53 anos, Carlos Portinho assumiu uma cadeira no Senado em novembro de 2020, na condição de primeiro suplente de Arolde de Oliveira, que morreu em decorrência de complicações da Covid-19.
No Senado, consolidou sua atuação entre os parlamentares de centro-direita. Em 2022, foi líder do governo Jair Bolsonaro na Casa e, atualmente, exerce a liderança da bancada do PL no Senado Federal.
*Com informações do Tempo Real

