Em meio às medidas de contenção de gastos adotadas pelo governador em exercício, Ricardo Couto, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) publicou, na última segunda-feira (27), um edital que prevê gasto de até R$ 16,5 milhões para a locação de veículos oficiais.
O contrato inclui SUVs com e sem blindagem nível III-A, além de sedãs médios. De acordo com o Documento de Formalização da Demanda, os veículos serão utilizados na segurança do governador, do vice-governador e também de seus familiares, incluindo cônjuges e até quatro filhos.
A iniciativa ocorre em um cenário de restrição fiscal no estado, marcado pela revisão de despesas e pela suspensão de novas contratações sem previsão orçamentária. O decreto em vigor prioriza a manutenção de serviços essenciais e limita a abertura de novos processos administrativos.
Segundo o GSI, a medida é necessária para substituir contratos firmados em 2022 com empresas como Rei dos Blindados, CS Brasil Frotas e Libex, além de adequar a frota às demandas futuras da administração, especialmente diante das mudanças previstas no cenário político após as eleições de 2026.
O edital está dividido em dois lotes. O primeiro prevê a locação de 64 SUVs — sendo 8 blindados e 56 sem blindagem — com motorização mínima 1.6 turbo, câmbio automático e equipamentos como sirenes e luzes estroboscópicas. O valor estimado deste lote ultrapassa R$ 15,5 milhões.
Já o segundo lote contempla a locação de nove sedãs médios, com custo estimado em cerca de R$ 970 mil.
A subsecretaria Militar justifica o investimento com base em um cenário de “risco muito alto” para autoridades do Executivo estadual, citando o enfrentamento ao crime organizado como fator determinante para o reforço da segurança.
A abertura das propostas está marcada para o dia 14 de maio de 2026, às 10h, por meio do portal oficial de compras do estado. O processo ainda passará por análise da Controladoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro, responsável por auditorias em contratos de alto valor.
O que diz o governo
Em nota, o governo do estado afirmou que não se trata de uma nova contratação, mas da adesão a uma ata de registro de preços.
“O Gabinete de Segurança Institucional do Rio de Janeiro informa que não se trata de contratação e sim de adesão a uma ata de registro de preço, com valor máximo de consumo de R$ 16,5 milhões em um período de 36 meses. Essa ata não é para atender somente o GSI-RJ, mas também a várias secretarias e autoridades que necessitem de segurança — uma das atribuições do GSI”, diz o comunicado.
*Com informações do TempoReal

