A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu um processo envolvendo Paulo Henrique Oliveira de Menezes, diretor de Relações com Investidores da Refit, por uma suposta omissão de informações ao mercado entre agosto e novembro de 2025.

Segundo a área técnica da autarquia, o executivo teria deixado de divulgar informações relevantes durante o período em que a antiga Refinaria de Manguinhos foi alvo de uma operação da Receita Federal e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que resultou na interdição da empresa ligada ao empresário Ricardo Magro.
De acordo com a CVM, durante o período analisado, a Refit teria divulgado fatos relevantes e comunicados somente após questionamentos ou cobranças da própria autarquia. Em alguns casos, as manifestações ocorreram após a publicação de notícias pela imprensa.
Na semana passada, a ANP revogou definitivamente a autorização de funcionamento da Refit. A decisão foi tomada por unanimidade pelos integrantes da agência. Entre os fatores considerados está o cancelamento do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da empresa.
Segundo informações obtidas pela Coluna Capital, do jornal O Globo, a acusação contra Paulo Henrique já foi formalizada e o caso seguirá para julgamento. O diretor deverá ser oficialmente comunicado nos próximos dias.
*Com informações do Tempo Real e Jornal O Globo

