O estado do Rio de Janeiro registrou, em 2025, uma média de um caso de estelionato a cada quatro minutos, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento também mostra que o estado está entre os três do país, ao lado de Ceará e São Paulo, que ainda não fazem distinção entre os casos de estelionato presencial e os praticados por meios digitais.

De acordo com especialistas, a ausência dessa diferenciação dificulta a análise do avanço dos golpes virtuais e pode comprometer a criação de políticas públicas mais eficientes para combater esse tipo de crime.
Golpes mais recorrentes
O Instituto de Segurança Pública (ISP) informou que os dados enviados ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública reúnem todas as ocorrências de estelionato, incluindo informações sobre o local onde o crime foi praticado. Isso permite identificar os casos ocorridos em ambiente virtual, mesmo sem uma classificação específica.
Entre os golpes mais frequentes registrados pelas autoridades estão a clonagem ou troca de cartão bancário, o golpe do WhatsApp, a falsa central bancária e os golpes envolvendo transferências via Pix.
A Polícia Civil informou que trabalha de forma contínua no aperfeiçoamento dos sistemas de registro criminal para acompanhar as novas modalidades de fraude. Segundo a corporação, a classificação específica dos estelionatos cometidos por meios eletrônicos está em processo de implementação.
*Com informações do portal g1

