Criada em 2006, a Roblox se consolidou como uma das maiores plataformas de jogos online do mundo, com mais de 111 milhões de usuários ativos diários, em sua maioria crianças e adolescentes. O sucesso, porém, veio acompanhado de polêmicas judiciais e sociais.
Nos Estados Unidos, a empresa responde a processos que apontam falhas de proteção infantil, aliciamento sexual de menores e exploração financeira. Em 2025, a Procuradoria da Louisiana acusou a Roblox de priorizar “lucro em detrimento da segurança”, pedindo até o fechamento da plataforma no Estado. O caso cita ausência de verificação de idade e filtros frágeis de moderação.
A empresa se defende afirmando investir em inteligência artificial, controles parentais e colaboração com autoridades — em 2024, enviou mais de 24 mil relatórios ao NCMEC. Também lançou ferramentas como verificação por vídeo-selfie e novos filtros de chat.
Outro episódio que gerou repercussão foi o banimento do youtuber “Schlep”, que denunciava predadores na plataforma. A Roblox alegou risco às vítimas e às investigações, mas a decisão provocou forte reação da comunidade online.
No Brasil, a controvérsia envolve suspeitas de trabalho infantil digital. O Ministério Público do Trabalho investiga relatos de jovens dedicados à criação de conteúdos em troca da moeda virtual Robux, muitas vezes sem retorno financeiro justo. Para procuradores, mesmo sob aparência de lazer, a prática pode configurar exploração laboral.
Os casos revelam que a Roblox, símbolo de inovação e criatividade para milhões de jovens, enfrenta o desafio de conciliar expansão global com a proteção de crianças e adolescentes diante de riscos de exploração sexual, financeira e trabalhista.

