Entram em vigor nesta segunda-feira (2) novas regras de segurança do PIX, sistema de transferências instantâneas. A partir de agora, os bancos são obrigados a adotar a versão 2.0 do Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado para facilitar a restituição de valores em casos de fraude ou falhas operacionais.
Até então, a devolução só podia ser feita a partir da conta diretamente envolvida na fraude. No entanto, criminosos costumam movimentar o dinheiro rapidamente para outras contas, o que dificultava o rastreamento e a recuperação dos valores.
🔎 Com as novas regras, o sistema passa a acompanhar com mais precisão o trajeto do dinheiro, permitindo a recuperação de valores mesmo depois que eles saem da conta original do golpista.
Segundo o Banco Central (BC), a medida deve ampliar a identificação de contas utilizadas em fraudes e aumentar a taxa de devolução dos recursos, contribuindo para desestimular esse tipo de crime. O BC também destaca que o compartilhamento dessas informações entre as instituições financeiras ajudará a evitar que as mesmas contas sejam reutilizadas em novas fraudes.
“Essa identificação será compartilhada com os participantes envolvidos nas transações e permitirá a devolução dos recursos em até 11 dias após a contestação”, informou o Banco Central quando anunciou as mudanças, no ano passado.
Contestação por autoatendimento
Desde 1º de outubro, todos os bancos e instituições financeiras passaram a disponibilizar, nos aplicativos do PIX, uma funcionalidade de autoatendimento que permite ao usuário contestar transações de forma simples, sem a necessidade de atendimento humano.
“Esse será o canal pelo qual o usuário deve solicitar a devolução de valores obtidos por meio de fraude. O autoatendimento do MED traz mais agilidade ao processo de contestação, aumentando as chances de que ainda haja saldo na conta do fraudador para viabilizar a devolução à vítima”, informou o BC, em comunicado divulgado em 2025.
*Com informações do G1

