Salvo qualquer intervenção de última hora, a gigante das mídias sociais Meta será julgada na próxima semana por graves acusações do governo dos Estados Unidos de que abusou de seu poder de mercado para adquirir o Instagram e o WhatsApp antes que pudessem se tornar seus concorrentes.
Ao seguir adiante, o julgamento em um tribunal federal de Washington frustra, até agora, a esperança do chefe da Meta, Mark Zuckerberg, de que o retorno de Donald Trump à Casa Branca faria com que Washington afrouxasse a aplicação da lei antitruste contra as Big Techs.
Zuckerberg, sua ex-vice-presidente Sheryl Sandberg e uma longa lista de executivos de empresas rivais vão depor em um julgamento que durará pelo menos oito semanas e começa na segunda-feira. O caso Meta está sendo conduzido pela Comissão Federal de Comércio (FTC), a poderosa agência de proteção ao consumidor dos EUA, e pode forçar a dona do Facebook a se desfazer do Instagram e do WhatsApp, que se tornaram potências globais desde sua aquisição.
O caso foi aberto originalmente em dezembro de 2020, durante o primeiro governo Trump, e todos os olhares estavam voltados para a possibilidade de Trump suavizar sua postura contra as Big Techs durante o segundo mandato na Casa Branca.
Zuckerberg, a terceira pessoa mais rica do mundo (US$ 176,8 bilhões de patrimônio, ou R$ 1 trilhão, segundo o tempo real da Forbes) fez repetidas visitas à Casa Branca na tentativa de persuadir o líder americano a optar por um acordo em vez de contestar o julgamento, uma decisão que seria extraordinária neste estágio avançado.
O presidente da FTC, Andrew Ferguson, minimizou tais possibilidades. “Acho que o presidente reconhece que precisamos fazer cumprir as leis, então ficaria muito surpreso se algo assim acontecesse”, disse.
Com informações de Exame
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