O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) decidiu manter a suspensão dos repasses do Rioprevidência ao Banco Master. A informação foi divulgada pelo portal g1. A medida rejeita um recurso apresentado pela instituição financeira, que está em processo de liquidação extrajudicial desde novembro. O banco recebeu investimentos bilionários do fundo estadual de previdência, atualmente alvo de investigação da Polícia Federal.
A decisão foi assinada pelo desembargador Márcio Quintes Gonçalves e tem como base uma ação ajuizada pelo governo do Estado do Rio de Janeiro no fim do ano passado. Em dezembro, a 2ª Vara de Fazenda Pública autorizou o governo a deixar de efetuar o repasse de R$ 42 milhões que estava previsto ao banco. Com isso, o Rioprevidência ficou autorizado a reter valores devidos tanto ao Banco Master quanto à PKL One Participações S.A.
O Banco Master tentou reverter a decisão por meio de recurso, mas o pedido foi negado. No processo, segundo o g1, o governo estadual sustenta que o Rioprevidência pode ter sido “vítima de um estelionato” na aquisição de letras financeiras emitidas pelo banco.
Polícia Federal investiga aplicações do Rioprevidência
A manutenção do bloqueio ocorre poucos dias após o início de uma operação da Polícia Federal que investiga possíveis irregularidades nas aplicações realizadas pelo fundo previdenciário dos servidores estaduais. Na última sexta-feira (23), agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na sede do Rioprevidência e em endereços ligados ao então presidente da instituição, Deivis Marcon Antunes, além de ex-diretores financeiros.
No mesmo dia, Deivis Marcon Antunes foi exonerado do cargo pelo governador Cláudio Castro (PL), conforme publicado em edição extra do Diário Oficial.

