O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a sucessão no Governo do Rio de Janeiro, levantou, nesta terça-feira (8), a hipótese de manter o governador interino Ricardo Couto no cargo até as eleições de outubro.
A discussão surgiu durante a análise de ações que tratam da forma de escolha do próximo governador após a vacância do cargo com a renúncia de Cláudio Castro. Os ministros precisam decidir se essa definição será feita por eleição direta, com voto popular, ou indireta, apenas pelos deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Caso o STF opte pelo voto direto, o entendimento inicial prevê a realização de uma eleição suplementar ainda neste ano para um mandato-tampão até dezembro.
Durante os debates, porém, ministros do Supremo e advogados do PSD — partido autor da ação — passaram a discutir a possibilidade de concentrar essa escolha no calendário eleitoral de outubro, mantendo o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, no comando do estado até lá.
O placar desta terça terminou empatado em 1 a 1. O relator, ministro Cristiano Zanin, votou pela realização de eleições diretas. Já o ministro Luiz Fux defendeu a escolha indireta. O julgamento será retomado nesta quinta-feira (9).
*Com informações do G1

