Morreu neste domingo (8), aos 60 anos, o ex-vereador e ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Jorge Luis Hauat, conhecido como Jorge Babu. Ele estava internado em um hospital particular de Santa Cruz, na Zona Oeste da cidade, onde tratava uma pneumonia.
Segundo informações médicas, o quadro de saúde se agravou após o diagnóstico de acúmulo de líquido no pulmão e aumento do coração. A causa da morte não foi divulgada.
O velório e o enterro estão previstos para a tarde desta segunda-feira (9), no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência, também na Zona Oeste do Rio.
Ex-policial civil, Jorge Babu construiu sua trajetória política principalmente na Zona Oeste, com forte atuação em Santa Cruz, seu principal reduto eleitoral. Foi eleito vereador do Rio em 2000 e 2004 pelo PTN, atual Podemos. Em 2006, assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
Durante sua passagem pela Câmara Municipal e pela Alerj, foi autor do projeto de lei que instituiu o feriado de São Jorge. A proposta foi aprovada inicialmente no município do Rio e, posteriormente, estendida a todo o estado.
A carreira política de Babu foi interrompida em meio a investigações e condenações judiciais. Em 2008, ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por formação de quadrilha e extorsão, acusado de chefiar uma milícia na Zona Oeste do Rio.
Em setembro de 2010, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) o condenou a sete anos de prisão por formação de quadrilha e por integrar uma milícia quando ainda era policial civil.
Em janeiro de 2009, o PT decidiu expulsá-lo do partido. No ano seguinte, em 2010, Jorge Babu também foi demitido do cargo de inspetor da Polícia Civil. A exoneração foi assinada pelo então secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.
Antes disso, em 2004, Babu havia sido preso pela Polícia Federal durante uma operação que investigava a realização de rinhas de galo, crime ambiental. Após ser solto, respondeu a um processo interno no PT, que resultou inicialmente em suspensão temporária.
Mesmo após deixar o parlamento, tentou retornar à vida política. Em 2024, concorreu a uma vaga na Câmara Municipal do Rio pelo União Brasil e obteve 10.639 votos. No entanto, teve o registro de candidatura cassado com base na Lei da Ficha Limpa. Em novembro do mesmo ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou o último recurso apresentado, encerrando a tentativa de retorno ao cenário político.
*Com informações do G1

