A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta sexta-feira (22) indica que a disputa pelo governo do Rio de Janeiro deverá ser decidida em segundo turno entre Eduardo Paes (PSD) e Rodrigo Bacellar (União Brasil). Paes lidera com 35% das intenções de voto.
Atual prefeito do Rio de Janeiro, exerce seu quarto mandato, após vitória no primeiro turno das eleições municipais de 2024 com 60,47% dos votos – consolidando-se como o mais longevo no cargo na história da cidade. Sua base política está enraizada na capital fluminense, onde desenvolveu sua carreira e fortaleceu seu protagonismo, especialmente por meio de grandes obras e transformações urbanas, como os projetos Porto Maravilha, a revitalização da orla, sistemas de BRT e a realização de eventos como os Jogos Olímpicos de 2016 e a cúpula do G20. 
Paes também conta, até o momento, com o apoio público do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem costuma se referir como um “grande parceiro” em iniciativas para a cidade.
Bacellar surge em segundo lugar, consolidando-se como principal adversário, com 9% das intenções de votos – um cenário que sinaliza segundo turno. Nascido em Campos dos Goytacazes, ele representa uma base eleitoral distinta da de Paes, vinda do interior do estado. Deputado estadual em seu segundo mandato, Bacellar foi reeleito presidente da Alerj para o biênio 2025/2026 por unanimidade – os 70 deputados presentes votaram “sim” à sua chapa, resultado inédito desde a fusão com a Guanabara.
Sua trajetória político-administrativa também inclui passagem pela Secretaria de Estado de Governo, onde conduziu iniciativas como o programa “RJ Para Todos” e a modernização da frota do Segurança Presente. Além disso, Bacellar tem ampliado sua influência no interior do estado, articulando apoio e alinhamento com diversos prefeitos, fortalecendo sua presença política além de Campos.
Washington Reis (MDB) aparece em seguida com 5%, e outros concorrentes somam percentuais menores. A pesquisa também revela que 15% dos entrevistados ainda estão indecisos, e 30% disseram que votariam em branco, nulo ou não compareceriam às urnas.
Foram entrevistadas 1.632 pessoas entre os dias 16 e 19 de agosto. A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais, para mais ou menos, com nível de confiança de 95%.

