O ministro Alexandre de Moraes contou ao Washington Post que decidiu pela prisão domiciliar de Jair Bolsonaro em 4 de agosto após o ex-presidente descumprir ordem de não usar redes sociais — decisão tomada enquanto ele assistia a um jogo do Corinthians.
Na entrevista, Moraes afirmou não se intimidar diante das sanções impostas por Donald Trump, que o acusa de “caça às bruxas” e de ameaçar a liberdade de expressão. O jornal americano o descreveu como “xerife da democracia” e “o jurista mais poderoso da história do Brasil”.
Moraes rebateu críticas:
— “Não existe a menor possibilidade de recuar nem um milímetro. Quem tiver que ser condenado, será condenado; quem tiver que ser absolvido, será absolvido.”
O Washington Post lembrou decisões polêmicas do ministro, como suspender o X no Brasil, ser chamado de “Darth Vader” por Elon Musk, destituir o governador do DF após o 8/1 e tornar Bolsonaro inelegível. Amigos o veem como defensor da democracia, enquanto críticos dizem que acumulou poder em excesso.
Sobre os inquéritos, Moraes disse:
— “Não há como recuar daquilo que devemos fazer. Digo isso com total tranquilidade.”
O jornal destacou ainda que, desde 2019, ele comanda a investigação das fake news e ataques antidemocráticos. Questionado sobre abuso de poder, respondeu que nenhuma de suas mais de 700 decisões revisadas pelo STF foi derrubada.
Inspirado em nomes da história dos EUA, Moraes minimizou as tensões bilaterais, atribuindo-as a “narrativas falsas” disseminadas por Eduardo Bolsonaro e aliados.
— “Enquanto houver necessidade, a investigação vai continuar”, concluiu.
Com informações de O Globo e Washington Post

