A cerimônia do Prêmio Grande Otelo foi realizada na noite de quarta-feira (30), no Rio de Janeiro. A 24ª edição consagrou o filme Ainda Estou Aqui como o maior vencedor da história da premiação. O longa-metragem conquistou 13 das 16 categorias em que foi indicado, incluindo a principal, de Melhor Filme.
O filme, que já havia feito história ao se tornar o primeiro longa brasileiro a conquistar o Oscar de Melhor Filme Internacional, já acumulava 47 prêmios ao redor do mundo antes da cerimônia do Grande Otelo. A vitória esmagadora incluiu as categorias mais cobiçadas de Melhor Filme, Melhor Direção (para Walter Salles), Melhor Atriz (para Fernanda Torres, pelo papel de Eunice Paiva) e Melhor Ator (para Selton Mello, como Rubens Paiva). O roteiro adaptado, assinado por Murilo Hauser e Heitor Lorega, também foi laureado.
Ainda Estou Aqui não se destacou apenas nas categorias principais, mas também venceu os prêmios técnicos de Melhor Direção de Fotografia (Adrian Teijido), Melhor Direção de Arte (Carlos Conti), Melhor Figurino (Claudia Kopke), Melhor Maquiagem (Marisa Amenta e Luigi Rochetti), Melhor Montagem (Affonso Gonçalves), Melhor Efeito Visual (Claudio Peralta), Melhor Som (Laura Zimmerman e Stéphane Thiébaut) e Melhor Trilha Sonora (Warren Ellis).
Walter Salles fez questão de ressaltar que Ainda Estou Aqui aborda um país que foi “roubado do futuro” e que mais histórias sobre as vítimas da ditadura militar brasileira devem ser lembradas. “Que mais filmes sobre esse período venham”, disse, ao receber o prêmio de Melhor Direção.
Selton Mello compartilhou a profundidade de sua experiência ao interpretar Rubens Paiva, afirmando ter “emprestado seu corpo para o corpo de Rubens Paiva que nunca mais voltou”, e que o prêmio celebra “a lacuna, a dor no peito daquela família, o vazio eterno”, além de “ajudar a lembrar o que não pode ser esquecido”.

