Uma retaliação a produtos americanos, com elevação de tarifas, está praticamente descartada pelo governo brasileiro. Empresários afirmam que haverá aumento dos custos de produção. Se não houver outro caminho, a saída poderá ser em propriedade intelectual, como a cassação de patentes de medicamentos e o aumento da tributação de filmes e livros produzidos nos EUA.
De acordo com interlocutores com acesso a informações de Washington, a ida de membros do governo brasileiro aos EUA seria a melhor forma de melhorar o diálogo e tentar uma negociação. Foi o que fizeram vários países atingidos pelo tarifaço de Trump, em vez de esperarem por instruções expressas da Casa Branca ao USTR, órgão responsável por acordos comerciais com outros países.
As exportações brasileiras para os EUA, que somaram US$ 40 bilhões em 2024, representam apenas 1,2% do total importado pelos americanos (US$ 3,3 trilhões). Isso significa que o Brasil não tem a mesma prioridade do que outros parceiros internacionais.
Outro ponto observado diz respeito às declarações críticas de Lula sobre Trump. O mandatário brasileiro reprova o protecionismo dos EUA e a inferência do governo dos EUA no Judiciário brasileiro.
A gestão Trump afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre uma perseguição, especialmente do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O Departamento de Estado dos EUA suspendeu os vistos de Moraes e outros seis magistrados, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

